terça-feira, 6 de novembro de 2007

Equalizando as idéias

o texto abaixo é de autoria do Gravata e está publicado em seu site www.gravataimerengue.com
tô com ele e não abro!


CARTA ABERTA (*) EM DEFESA DO RANCOR E DA VINGANÇA

É chegada a hora de publicar um manifesto contra os que atacam as pessoas rancorosas ou, de forma menos indireta, expressar meu apoio total às pessoas que guardam rancor e são vingativas. Viva o rancor! Viva a vingança!

Alguém inventou que é “feio” guardar rancor e que as pessoas rancorosas sofrem. Disseram, também, que a vingança é uma coisa ruim. E isso acaba pegando, porque o povo gosta de posar de boa-praça, fingindo-se de bonzinho.

Mas é balela.

Rancor é uma coisa boa! Vingança é excelente! Poucos prazeres são tão intensos quanto a concretização de uma esperadíssima (e sempre gelada) vingança. O rancor nos mantém vivos, a vingança nos dá boas histórias para contar.

Não concordo com a filosofia daqueles que abrem mão disso tudo em nome de “alguma coisa maior”. Pra mim, só o amor é maior do que isso. Em nome de uma pessoa amada, seguramente abro mão de rancor, vingança e - vai saber - até do time do coração.

Mas uma pessoa qualquer, evidentemente não amada, merece piedade? Só se for de Deus, Jesus, Gandhi ou algum outro. Eu não dou colher de chá para vagabundo. Eu não passo a mão na cabeça de zé mane; não sou de perdoar gratuitamente.

Comigo, o perdão é raríssimo e custa bem caro.

É natural que as religiões e demais doutrinas espirituais sejam contrárias ao rancor e à vingança. Praticamente todas elas pregam a paz e o bem-estar da humanidade. O rancor e a vingança, de fato, são coisas que desembocam em atos nada bonitos de se ver. Uma boa vingança derruba qualquer caboclo.

Mas, quando somos nós que sentimos raiva, mandamos os postulados sociológicos tomar no cu e as doutrinas religiosas plantarem batatas. Queremos mais é que nossos inimigos se fodam e vamos até o fim para vingar-nos.

E nem adianta negar, porque é a pura verdade. Quando nossos inimigos acabam se fodendo por conta própria ou pela mão de terceiros, sentimos um misto de satisfação e raiva. Satisfação por vê-los tomando um nabo, e raiva por não terem se fodido por nossas próprias mãos.

Não sei quem inventou de atribuir aos seres humanos essa grandiosidade toda. Somos pequenos, tacanhos e mesquinhos. Alguns até gostariam de ser algo mais, e tentam seguir caminhos esquisitos para chegar a paraísos inexistentes.

Sou mais realista e escapo dessa. Assumo minha mesquinhez, guardo rancor e sempre me vingo. Quem pisa no tomate comigo não precisa esperar “juízo final”. A cobrança da dívida chega bem antes. E sou feliz da vida desse jeito.

Vocês, leitores e leitoras, acham que o rancor e a vingança são coisas ruins? Então experimentem vingar-se de alguém que merece. Daí me contam…

(*) - Usei o termo “carta aberta” de forma proposital. Acho que poucas coisas são tão cafonas quanto essa merda de “carta aberta”. É uma coisa ridííííííííícula! Principalmente quando é dirigida a uma pessoa em especial. Acho uma porcaria.

Um grande abraço a todos e vamo que vamo!

(ouvindo: Beastie Boys, álbum "Paul´s Boutique" de 1989)

2 comentários:

Pietro Juggzz disse...

Vingança é que nem cerveja, quanto mais gelada melhor.
Aliás, saudades da cerveja daí di Brasil, viu? Ce num qué me mandar umas latas por Sedex prá cá naum, mano? rsrsrsrsrsrs

abraço

Segunda a Sexta disse...

É... vingar-se é bom, de fato.

E não sendo um vício deliberado, fazer o que se deve fazer com quem merece vale o trabalho.

Abraço!